Fui assistir ao filme do Pequeno Príncipe
com meu pequeno príncipe. Entramos no cinema de mãos dadas sem imaginar o que
nos esperava.
Nos primeiros minutos do filme sofri, imaginando como poderia estar influenciando minhas crianças, negativamente, com a certeza de que sei o que é melhor pra elas. Percebi que boas intenções não nos livram de errarmos feio, mas que nunca é tarde para mudar, pois o perdão é certo se o amor vier acima de tudo.
Entendi que não importa a idade que temos,
nossa alma pode sempre ser jovem. E que sempre é tempo para abrirmos a porta do
nosso coração para o outro entrar.
Vi que não precisamos correr a procura da
felicidade, pois ela provavelmente mora no quintal, nas cores das flores, no
brilho do sol e no azul do céu.
Alegrei-me com a percepção de que aquilo
que menos esperamos é o que nos salva e que um amigo verdadeiro é um tesouro.
Aprendi que nossa alma pode viver numa
caixa, mas que essa deve ter furos pro sol entrar e que uma redoma não é, nem
de longe, a melhor forma de protegermos quem amamos.
Compreendi que todos temos dentro de nós
um vaidoso, um ganancioso, um arrogante, um tirano e outro que acha que tem o
rei na barriga. Mas que isso pode ficar de lado se não nos esquecermos da
criança que existe em nós. E que sejamos capazes, sobretudo, de cativá-la
diariamente.
Senti que cobranças afastam, mas que o
fato de estarmos sempre ali, nos tornam únicos e insubstituíveis. Mas será que
não somos capazes de oferecer algo melhor do que isso a quem amamos de verdade?
E a nossa energia? Estamos direcionando
para fazer o bem aos outros e a nós mesmos? Estamos empenhados em valorizar o
que não é palpável e mensurável?
Choramos, eu e meu príncipe, cada um
imerso em suas emoções. E, ao final do filme, comentei: "Sabe, meu filho,
adoro filmes que me fazem aprender sobre a vida." E ele respondeu
firmemente: "Eu também, mamãe" e perguntei: "Qual a lição que
você tirou?"
E ele, tentando lembrar das palavras da
raposa, disse: "Aprendi que a gente tem que ver com o coração..." e
completei "...porque o essencial é invisível aos olhos."
Dei-lhe um beijo na bochecha
e partimos para mais uma aventura, juntos. De mãos dadas e com o coração
aberto.
Bjs a todos,
Tati
Que momento lindo!
ResponderExcluirSe o Bê tem essa percepção e sensibilidade é porque foi criado para ser verdadeiro e espontâneo!
Parabéns mais uma vez, amiga!
Pelo texto, pela sua incrível visão do mundo e pelos filhos maravilhosos que você tem!
Nossa.... Que saudades de vc! Ontem fomos novamente assistir o filme, acredita? O Be quis levar o Eduardo. Choramos novamente... A noite, na hora do beijo de boa noite, ele disse: "Sabe pai, vc é o pequeno príncipe e eu sou a raposa." Eduardo, meio sem entender os papéis, perguntou o porquê daquilo. " Ué pai, porque vc me cativou!". Fiquei tão feliz por ele apresentar essa sensibilidade...Sabemos (eu e você, com certeza!) o ônus e o bônus de ter essa característica, mas ninguém nunca poderá dizer que não vivemos intensamente, não concorda? E que assim seja... Bj grande
ResponderExcluirAi, que amor! ♡ ♡
ResponderExcluirCom toda certeza tem mais bônus do que ônus porque nada paga a intensidade das nossas experiências!
Saudade imensa!
E ser testemunha uma da outra não tem preço.... Bj
ExcluirQue lindo Tati.......estou ensaiando pra levar Tiago, veremos qual sera a reação......del e minha.....!!!!!bjs amiga
ResponderExcluirAssistam mesmo, amiga! Com o lindo príncipe que você tem em casa e com o enorme coração que você tem no peito, com certeza, irão curtir demais. Depois me conte! Bjs
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