terça-feira, 1 de setembro de 2015

Tim-tim!


Li uma vez que nossa mente funciona como um copo d'água que a gente joga sujeira dentro. Quando nos envolvemos em problemas e emoções é como se tivéssemos pegado uma colher e mexido a sujeira que estava no fundo. A água fica turva e nos tornamos confusos.

Porém, se formos capazes de compreender que nossas dificuldades estão lá, mas que não precisamos ficar remoendo e nos desgastando ao ponto de tornar tudo uma bagunça, a mente se torna límpida e clara, como a água parada no copo. Poderemos então, na quietude, relaxar. E enxergar melhor. E tomar melhores decisões.
É o ato de ficar mexendo a colher que tira nossa energia e foi isso que passei a semana toda fazendo, mergulhada em um monte de problemas desconexos... E, quando o fim de semana chegou e, finalmente, achei que teria uma trégua, veio outra questão que me tirou o chão.
Senti como se estivesse levando uma facada. E lá estava eu, em pé de frente pro crime, com a faca no peito, pronta para atacar o adversário, mas... Algo diferente aconteceu.
De repente parei de analisar e julgar a situação e consegui sentir a dor. E, ao invés de tomar qualquer atitude, as lágrimas escorreram. Comecei a me perguntar qual o motivo da face molhada, mas me senti exausta.
Algo dizia para me deixar em paz e eu sabia que aquele espaço era necessário, que aquele sofrimento era genuíno e precisava ser respeitado.  E então, cedi e o senti com todo o meu ser.
 E comecei a perceber que, com as minhas lágrimas, toda tensão me deixava, lentamente. E, assim, pedi baixinho: "Deus, dê-me serenidade para continuar" e me enchi de uma ausência de pensamentos, sentimentos e sensações.
Foi assim que senti que a faca ia lentamente sendo retirada. Procurei refúgio e adormeci aliviada. No dia seguinte acordei refeita. O aperto no peito havia sumido.
Agradeci por mais uma oportunidade de fazer diferente e pensei: "Que novas chances venham!" Porque é dentro da dor que nos encontramos e é através dela que nos tornamos capazes de nos vestir de coragem e nos despir do medo.
E o que desejo? Apenas ser capaz de largar a colher e segurar nas mãos de Deus, para que juntos, possamos admirar a transparência da vida.  
Bjs a todos,
 Tati

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