domingo, 13 de setembro de 2015

O Pequeno Príncipe


       Fui assistir ao filme do Pequeno Príncipe com meu pequeno príncipe. Entramos no cinema de mãos dadas sem imaginar o que nos esperava.

      Nos primeiros minutos do filme sofri, imaginando como poderia estar influenciando minhas crianças, negativamente, com a certeza de que sei o que é melhor pra elas. Percebi que boas intenções não nos livram de errarmos feio, mas que nunca é tarde para mudar, pois o perdão é certo se o amor vier acima de tudo.
     Entendi que não importa a idade que temos, nossa alma pode sempre ser jovem. E que sempre é tempo para abrirmos a porta do nosso coração para o outro entrar.
     Vi que não precisamos correr a procura da felicidade, pois ela provavelmente mora no quintal, nas cores das flores, no brilho do sol e no azul do céu.
     Alegrei-me com a percepção de que aquilo que menos esperamos é o que nos salva e que um amigo verdadeiro é um tesouro.
     Aprendi que nossa alma pode viver numa caixa, mas que essa deve ter furos pro sol entrar e que uma redoma não é, nem de longe, a melhor forma de protegermos quem amamos.
     Compreendi que todos temos dentro de nós um vaidoso, um ganancioso, um arrogante, um tirano e outro que acha que tem o rei na barriga. Mas que isso pode ficar de lado se não nos esquecermos da criança que existe em nós. E que sejamos capazes, sobretudo, de cativá-la diariamente.
     Senti que cobranças afastam, mas que o fato de estarmos sempre ali, nos tornam únicos e insubstituíveis. Mas será que não somos capazes de oferecer algo melhor do que isso a quem amamos de verdade?
     E a nossa energia? Estamos direcionando para fazer o bem aos outros e a nós mesmos? Estamos empenhados em valorizar o que não é palpável e mensurável?
     Choramos, eu e meu príncipe, cada um imerso em suas emoções. E, ao final do filme, comentei: "Sabe, meu filho, adoro filmes que me fazem aprender sobre a vida." E ele respondeu firmemente: "Eu também, mamãe" e perguntei: "Qual a lição que você tirou?"
     E ele, tentando lembrar das palavras da raposa, disse: "Aprendi que a gente tem que ver com o coração..." e completei "...porque o essencial é invisível aos olhos."

     Dei-lhe um beijo na bochecha e partimos para mais uma aventura, juntos. De mãos dadas e com o coração aberto.

                                                    Bjs a todos,
                                                                         Tati

                                                   

6 comentários:

  1. Que momento lindo!
    Se o Bê tem essa percepção e sensibilidade é porque foi criado para ser verdadeiro e espontâneo!
    Parabéns mais uma vez, amiga!
    Pelo texto, pela sua incrível visão do mundo e pelos filhos maravilhosos que você tem!

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  2. Nossa.... Que saudades de vc! Ontem fomos novamente assistir o filme, acredita? O Be quis levar o Eduardo. Choramos novamente... A noite, na hora do beijo de boa noite, ele disse: "Sabe pai, vc é o pequeno príncipe e eu sou a raposa." Eduardo, meio sem entender os papéis, perguntou o porquê daquilo. " Ué pai, porque vc me cativou!". Fiquei tão feliz por ele apresentar essa sensibilidade...Sabemos (eu e você, com certeza!) o ônus e o bônus de ter essa característica, mas ninguém nunca poderá dizer que não vivemos intensamente, não concorda? E que assim seja... Bj grande

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  3. Ai, que amor! ♡ ♡
    Com toda certeza tem mais bônus do que ônus porque nada paga a intensidade das nossas experiências!
    Saudade imensa!

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  4. Que lindo Tati.......estou ensaiando pra levar Tiago, veremos qual sera a reação......del e minha.....!!!!!bjs amiga

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    1. Assistam mesmo, amiga! Com o lindo príncipe que você tem em casa e com o enorme coração que você tem no peito, com certeza, irão curtir demais. Depois me conte! Bjs

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