Oi, tudo bem? Não, não estou bem. Estou chateada, desapontada e decepcionada. Todas essas coisas se resumiram, inicialmente, a um acesso de raiva. O motivo? Não importa mais... Na verdade, o que importa agora foi o que provoquei em mim, pois, provavelmente, a pessoa do outro lado responderia: estou muito bem, obrigada! E continuaria seus afazeres sem dar muita bola ao que se passou.
Felizmente, dessa vez, algo inusitado aconteceu.
Segundos antes do meu sobressalto, consegui parar por alguns segundos. Por
coincidência, estava em frente a um espelho e, ao me olhar, percebi quanta
raiva eu estava sentindo.
Tive ainda tempo de inspirar e soltar o ar
por três vezes e me dizer: "Calma, se você agir enfurecida assim, o
resultado será desastroso!" Concordei comigo mesma e decidi que só iria
dizer algumas verdades a pessoa envolvida. Mas, depois que comecei, não
consegui parar a tempo de não me arrepender e passei o resto da tarde me
culpando.
Porém, em meio a minha depreciação habitual,
que vem sempre após atitudes de descontrole emocional, lembrei-me daquele
momento que fui capaz de identificar o rancor.
Senti orgulho por ter tido uma fagulha de
consciência, num instante que, normalmente, estouro sem medir nenhuma
consequência. Imaginei como teria sido diferente se eu tivesse aceitado meu
conselho e não tivesse reagido.
Será que no meu resto de dia eu estaria
acompanhada da minha mente tagarela que me atazana com pensamentos de dúvidas,
erros e angústias ou estaria imersa no sentimento de que, finalmente, escolhi o
caminho da coragem?
Alguma coisa começou a mudar.
Quem sabe na próxima oportunidade, serei
capaz de me aquietar, de respirar e dizer: "Dessa vez eu passo!".
Passo, me liberto e vou...
Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou.
Bjs a todos,
Tati

O reconhecimento é um passo importante na mudança!
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