quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Nova Direção


     Oi, tudo bem? Não, não estou bem. Estou chateada, desapontada e decepcionada. Todas essas coisas se resumiram, inicialmente, a um acesso de raiva. O motivo? Não importa mais... Na verdade, o que importa agora foi o que provoquei em mim, pois, provavelmente, a pessoa do outro lado responderia: estou muito bem, obrigada! E continuaria seus afazeres sem dar muita bola ao que se passou.
     Felizmente, dessa vez, algo inusitado aconteceu. Segundos antes do meu sobressalto, consegui parar por alguns segundos. Por coincidência, estava em frente a um espelho e, ao me olhar, percebi quanta raiva eu estava sentindo.
     Tive ainda tempo de inspirar e soltar o ar por três vezes e me dizer: "Calma, se você agir enfurecida assim, o resultado será desastroso!" Concordei comigo mesma e decidi que só iria dizer algumas verdades a pessoa envolvida. Mas, depois que comecei, não consegui parar a tempo de não me arrepender e passei o resto da tarde me culpando.
     Porém, em meio a minha depreciação habitual, que vem sempre após atitudes de descontrole emocional, lembrei-me daquele momento que fui capaz de identificar o rancor.
     Senti orgulho por ter tido uma fagulha de consciência, num instante que, normalmente, estouro sem medir nenhuma consequência. Imaginei como teria sido diferente se eu tivesse aceitado meu conselho e não tivesse reagido.
    Será que no meu resto de dia eu estaria acompanhada da minha mente tagarela que me atazana com pensamentos de dúvidas, erros e angústias ou estaria imersa no sentimento de que, finalmente, escolhi o caminho da coragem?
    Alguma coisa começou a mudar.
     Quem sabe na próxima oportunidade, serei capaz de me aquietar, de respirar e dizer: "Dessa vez eu passo!".
     Passo, me liberto e vou...
     Pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou.
                                                                  Bjs a todos,
                                                                                        Tati

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