segunda-feira, 7 de maio de 2012

Armadilhas

    A vida nos prega cada peça... Essa normalmente é a desculpa que damos a nós mesmos quando, inconscientemente, caímos nos mesmos erros. O pior, é que demoramos a perceber que estamos repetindo os mesmos comportamentos e as mesmas atitudes: e isso só atrasa mais nosso crescimento e nossa caminhada em direção a nossa realização pessoal.

Esta semana li um poema de Portia Nelson que exemplifica, claramente, a “reprise” que ocorre em nossa estrada. Percebam, que mesmo conscientes, caímos na armadilha dos velhos hábitos, que, muitas vezes, só nos causam mal.

   “Caminho pela rua / Há um buraco fundo na calçada / Eu caio / Estou perdido... Estou indefeso / Não é culpa minha / Levo uma eternidade para sair dele.
   Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na calçada / Mas finjo não vê-lo / Caio novamente / Não posso acreditar que estou no mesmo lugar / Mas não é culpa minha / Ainda assim levo muito tempo para sair.  
   Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na calçada / Vejo que está lá / Ainda assim caio... é um hábito / Meus olhos se abrem / Sei onde estou / É minha culpa / Saio imediatamente.
   Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na calçada / Dou a volta.
   Caminho por outra rua.” 

            Existem fatores determinantes na reprodução desses comportamentos de repetição que devemos definitivamente eliminar da nossa rotina em prol da nossa vontade de acertar. A “mente tagarela” talvez seja o principal deles. Todos nós sabemos o quanto a amolação causada por toda essa falação interna é detestável e incômoda. O negativismo gerado por esse hábito, além de nos atrapalhar nos afastando da serenidade e de viver em paz, causa uma perda de energia gigantesca.
         Precisamos nos livrar das “pré-ocupações”: ciladas que nos lançam a um tipo de tentativa de prever o futuro, de uma forma distorcida, imaginando um resultado negativo para os eventos que virão. Vamos transformar a nossa vida, mudando o canal! Somos capazes de levar nossos pensamentos para um local da nossa imaginação que nos traga calma, luz, amor ou qualquer outro sentimento agradável. Não sendo possível, que tal substituirmos esses pensamentos por expectativas positivas? É imprescindível lembrar que há crescimento em todo tipo de experiência e que em tudo existem dois lados. Vamos deixar acontecer!
         Outro desvio que nos leva a ruas sem saída são as “des-culpas”: negações de culpa. São formas justificáveis (pois criamos provas verdadeiras das nossas limitações e tentamos nos convencer disso...) lançadas para explicar nossa fuga, nossa incapacidade de assumir as rédeas de nossa vida. Somos incapazes de nos responsabilizar pela nossa falta de coragem de produzir resultados e apontamos o dedo para o exterior, nos redimindo e negando nossa impotência.
         Vamos nos livrar do hábito de procurar justificativas para o medo de vencer. Estabelecendo o que realmente é importante, seremos capazes de nos tornar mais fiéis a nossa verdadeira vontade e aos nossos desejos mais profundos. Sempre que uma desculpa surgir, podemos nos perguntar: “se isso fosse uma questão de vida ou morte, eu daria um jeito de fazer o que é preciso?”.
         Os buracos que caímos com frequência podem nos ferir permanentemente ou nos ensinar a mudar de rota, a escolha é nossa. Quantas vezes vamos insistir com a mesma atitude sabotadora para compreender que é necessário mudar de comportamento para sermos felizes realmente?
         A força está em fazer a vida valer a pena. Precisamos acreditar no possível para alcançar o impossível!
                                                                  
                                                                Bjs a todos,
                                                                                              Tati

2 comentários:

  1. "O que o faz infeliz é o único pecado. O que leva você para longe de si é a única coisa a ser evitada". Osho.

    Um beijo,

    Érica.

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