Esta semana li um
poema de Portia Nelson que exemplifica, claramente, a “reprise” que ocorre em
nossa estrada. Percebam, que mesmo conscientes, caímos na armadilha dos velhos
hábitos, que, muitas vezes, só nos causam mal.
“Caminho pela rua / Há um buraco fundo na calçada /
Eu caio / Estou perdido... Estou indefeso / Não é culpa minha / Levo uma eternidade
para sair dele.
Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na
calçada / Mas finjo não vê-lo / Caio novamente / Não posso acreditar que estou
no mesmo lugar / Mas não é culpa minha / Ainda assim levo muito tempo para
sair.
Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na
calçada / Vejo que está lá / Ainda assim caio... é um hábito / Meus olhos se
abrem / Sei onde estou / É minha culpa / Saio imediatamente.
Caminho pela mesma rua / Há um buraco fundo na
calçada / Dou a volta.
Caminho por outra rua.”
Existem fatores determinantes na
reprodução desses comportamentos de repetição que devemos definitivamente
eliminar da nossa rotina em prol da nossa vontade de acertar. A “mente tagarela”
talvez seja o principal deles. Todos nós sabemos o quanto a amolação causada
por toda essa falação interna é detestável e incômoda. O negativismo gerado por
esse hábito, além de nos atrapalhar nos afastando da serenidade e de viver em
paz, causa uma perda de energia gigantesca.
Precisamos
nos livrar das “pré-ocupações”: ciladas que nos lançam a um tipo de tentativa
de prever o futuro, de uma forma distorcida, imaginando um resultado negativo
para os eventos que virão. Vamos transformar a nossa vida, mudando o canal! Somos
capazes de levar nossos pensamentos para um local da nossa imaginação que nos
traga calma, luz, amor ou qualquer outro sentimento agradável. Não sendo possível,
que tal substituirmos esses pensamentos por expectativas positivas? É imprescindível
lembrar que há crescimento em todo tipo de experiência e que em tudo existem
dois lados. Vamos deixar acontecer!
Outro
desvio que nos leva a ruas sem saída são as “des-culpas”: negações de culpa.
São formas justificáveis (pois criamos provas verdadeiras das nossas limitações
e tentamos nos convencer disso...) lançadas para explicar nossa fuga, nossa incapacidade
de assumir as rédeas de nossa vida. Somos incapazes de nos responsabilizar pela
nossa falta de coragem de produzir resultados e apontamos o dedo para o exterior,
nos redimindo e negando nossa impotência.
Vamos
nos livrar do hábito de procurar justificativas para o medo de vencer. Estabelecendo
o que realmente é importante, seremos capazes de nos tornar mais fiéis a nossa
verdadeira vontade e aos nossos desejos mais profundos. Sempre que uma desculpa
surgir, podemos nos perguntar: “se isso fosse uma questão de vida ou morte, eu
daria um jeito de fazer o que é preciso?”.
Os
buracos que caímos com frequência podem nos ferir permanentemente ou nos
ensinar a mudar de rota, a escolha é nossa. Quantas vezes vamos insistir com a
mesma atitude sabotadora para compreender que é necessário mudar de
comportamento para sermos felizes realmente?
A
força está em fazer a vida valer a pena. Precisamos acreditar no possível para
alcançar o impossível!
Bjs a todos,
Tati

"O que o faz infeliz é o único pecado. O que leva você para longe de si é a única coisa a ser evitada". Osho.
ResponderExcluirUm beijo,
Érica.
Disse tudo... Adorei! Bjs
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