Quando minha filha era pequena, brincávamos dizendo que, entre nós, existia um
cordãozinho imaginário. Ela criou essa história, pois achava o máximo a idéia
do bebê estar ligado a mãe, na barriga, pelo cordão umbilical. Seus olhos
brilhavam quando me pedia para explicar como ele levava tudo que a criança
precisava para sobreviver e passava horas admirando seu umbigo! Sempre que
precisava de mim, ela gritava: “Mamãe, estou puxando o cordãozinho, você está
sentindo?”.
Mas, com o passar dos anos, histórias como essa vão caindo no esquecimento e vão sendo substituídas
por outras mais elaboradas. E,
com o tempo, vou percebendo o que realmente significa a queda desse “elo
biológico”: a dependência inicial existente entre uma vida e a outra vai diminuindo
até se tornar uma doce lembrança feliz. Ou não...
Muitas vezes, não se consegue romper essa conexão de uma forma apropriada e o
sofrimento bate a porta com o intuito de avisar sobre esse mal-entendido, sobre
a necessidade da liberação dessas almas para que elas possam amadurecer e se
desenvolver individualmente, focadas nos princípios de auto-estima e respeito
próprio. Ninguém veio a este mundo para servir de muleta aos outros, mesmo que
se trate de alguém tão importante como um filho...
Tenho trabalhado isso dentro de mim, constantemente. Não desejo que o meu
instinto materno se transforme num apego eterno intrincado nos conceitos de
controle e domínio. Quero conseguir por em prática minhas teorias sobre a
liberdade espiritual, para que possa serví-los e deixá-los no momento certo.
Eles precisam de espaço para se lançar a procura do seu próprio caminho, da
realização dos seus próprios sonhos.
E que exemplo melhor eu teria que o de Maria, mãe de Jesus. Como eu a admiro
por sua coragem e sua força de praticar o desapego de uma maneira tão humana.
Como é maravilhosa a forma como conteve a sua dor em prol do respeito que devia
ao seu filho. Ela sabia que ele precisava caminhar com suas próprias pernas,
sabia que ele precisava cumprir o que havia se proposto, sabia que ele
precisava enfrentar o sofrimento para encontrar o caminho da VERDADE.
JESUS ESCOLHEU MORRER NA CRUZ... E sua mãe, em nenhum momento, o impediu. Como
não o impediu de viver à sua maneira, não o impediu de acreditar no seu
propósito, não o impediu de ser quem ele desejou ser.
Assim, ao morrer, ele renasceu no coração dela e de cada pessoa abaixo do céu e inspira a
todos com sua história e seus ensinamentos. Graças a Maria, que transformou sua
maternidade terrena envolta de preocupações numa maternidade espiritual cheia
de luz, recebemos o maior bem oferecido pela liberdade de um espírito elevado:
o AMOR incondicional e absoluto.
Nas mães está a esperança de um mundo melhor!
Que todas tenham um dia feliz e abençoado!
Bjs,
Tati

Minha amiga amada...
ResponderExcluirSeus filhos são seres iluminados, pois foram gerados por você e trouxeram com eles a chama da sua alma!
Como é linda a sua percepção do mundo!
Como é pura a sua visão do amor!
Aprendo com você em todos os momentos. Em cada encontro, em cada texto, cada mensagem, cada sorriso, cada silêncio.
Você é um exemplo de MÃE. Mais que isso: um exemplo de MULHER!
Feliz Dia das Mães!
Querida, só enxergamos nos outros o que existe dentro de nós: você é especial na mesma medida! Te amo demais e acho que, quando dizem que viemos do mesmo oceno cósmico de energia, éramos duas partículas que não desgrudavam uma da outra. Quero te ter sempre assim, perto de mim... Bjs saudosos
Excluir