Percebi que a
sensibilidade é uma das minhas maiores aliadas. Ela faz com que eu me sinta
viva! Ela me faz despertar do sono profundo que a rotina me impõe e, com certeza,
me torna uma pessoa melhor. Posso dizer que é isso que transforma o que
acontece fora de mim em algo que eu possa digerir, em algo que possa ser absorvido
e integrado ao meu ser como minhas verdades. É a única linguagem que minha alma
é capaz de compreender.
A sensibilidade me
aproxima de Deus e das melhores coisas da vida. Não existe nada mais
emocionante que olhar o céu azul de Brasília e tentar descobrir com que as
nuvens se parecem, principalmente quando faço isso na companhia dos meus
filhos. Delícia é correr sob as árvores escutando aquelas músicas que
transformam qualquer sentimento amargo em luz e alegria. Maravilhoso é se
apaixonar um milhão de vezes pelo sorriso das minhas crianças. Rir assistindo
uma boa comédia, curtir estar sozinha dentro de uma banheira cheia de espuma,
sentir meus pés esquentarem sob os cobertores ao lado de quem eu tanto amo.
Tocar o rosto, enxugar a lágrima e dar colo aquela amiga que está precisando de
um consolo. Escutar quem precisa ser ouvido, importar-se de verdade com quem
clama, inconsciente por atenção. Deixar as palavras e intenções daquelas
pessoas abençoadas invadirem minha consciência como raios de sol.
Descobri
também que é a sensibilidade que me aproxima dos melhores momentos da minha
vida. Percebi que quanto mais emocionante for a situação vivida, mais eu me
lembro dela. Os dias mais emocionantes da minha existência são os mais
memoráveis. E são tantas emoções... E é tanta vida!
Dificuldades,
porém, me acompanham desde sempre. Quando a
sensibilidade permanece no coração, as portas da minha alma se abrem
para os mais belos sentimentos. Mas, se o ego a transfere para a mente,
os pensamentos a tornam reativa e emoções confusas me desequilibram e me
tiram a paz.
Em outros momentos me envolvo tanto nos
problemas dos outros que me perco entre lágrimas, angústia e medo. Aquela
expressão de “carregar o mundo nas costas” soa muito familiar pra mim. Quanto
mais amo quem sofre, mais sofro junto. E esqueço que cada um tem a sua história
e tem o direito de cuidar da sua própria vida. Na ânsia de ajudar, muitas vezes
ultrapasso os limites do bom senso e acabo invadindo um espaço que não me
pertence. Mas que linha tênue essa! Principalmente quando se trata dos nossos filhos,
do nosso companheiro e das pessoas que dividimos mais intimidade.
Talvez um dia eu seja
capaz de me amar com a mesma ternura que ofereço ao meu próximo. Quem sabe o
tempo de me dedicar a mim mesma não está mais perto que imagino? Ser sensível e
ser feliz. Já que a sensibilidade faz com que eu seja capaz de me libertar das
minhas amarras internas e me doar a alguém; porque não me encontrar nesse
momento?
Encontrar e
permanecer, é apenas isso que desejo. Permanecer no amor, na certeza e na luz Daquele que me fortalece.
Bjs a
todos,
Tati

Pronto! Chorei
ResponderExcluirBjo
Erica
Realmente somos muito parecidas, rsrsrs
ExcluirBj
Tati