sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Encontros

   Tenho pensado muito em como demonstrar, verdadeiramente, o AMOR que sinto pelas pessoas importantes da minha vida. Sinto, na maioria das vezes, que tenho confundido AMAR com algumas atitudes inerentes as minhas relações pessoais.
     Estou normalmente tão envolvida com os afazeres diários relacionados a tornar tudo mais prático, mais engrenado e mais organizado, que quando me dou conta, o dia acabou. Sinto que o dever foi cumprido, mas passo muitas noites no vazio, no frio das sensações, percebendo que o coração perdeu sentimentos preciosos na correria do dia.
    Os sonhos confirmam, através de símbolos trazidos pelo inconsciente, que a insatisfação interna existe e que eu deveria tomar uma posição diferente. Mas, o tempo passa e o FAZER vai tomando sorrateiramente o lugar do SER e, o AMOR que depende desse estado de espírito, se esvai, lentamente.
    É nesse ponto que entra a necessidade de se promover encontros verdadeiros. É preciso estar com quem se ama, valorizando intensamente o momento presente. Pegar na mão, olhar nos olhos, ouvir sem julgar, dar atenção sem interrupções externas.
    Percebi, há algum tempo, que precisava me livrar da mente tagarela. Infelizmente, ela destruía a maioria dos momentos que poderiam ter sido os melhores e mais especiais da minha vida. A dificuldade em me concentrar na pessoa que estava comigo era causada claramente por aquele falatório interno que acreditava ser essencial à minha sobrevivência: eu era lembrada, ininterruptamente, dos meus compromissos, das minhas obrigações, dos meus problemas e suas prováveis causas e soluções. E, aquele encontro que deveria ser de paz e valorização pessoal, virava algo desinteressante, distante e sem graça.
    Um dos meus livros preferidos sobre educação infantil traz uma frase que tento adaptar a minha vontade de promover essa mudança dentro de mim: “A atenção concentrada (participação direta, presença) é a qualidade que transmite o amor. Ela estimula o respeito próprio no que há de mais íntimo, porque ela diz – Eu me preocupo!”
    E hoje, é isso que desejo! Vivo rodeada de pessoas maravilhosas que merecem saber o quanto as amo. Quero, em nossos encontros, demonstrar o quanto me importo e o quanto sou feliz apenas por estarmos juntos, sem exigências, sem críticas e sem pressões.
    Preciso aprender e praticar. Assim, poderei, um dia, estar só, e na melhor das companhias.
                

                               Bjs a todos,
                                                                              Tatiana Leão


6 comentários:

  1. Tati, ser mais e fazer menos também eh meu desafio diário!
    Essas pessoas que você menciona no texto, as quais tanto ama, aposto que te amam também, e muito! Não pelo que você faz, mas pelo que eh!!
    Parabens pelo texto!

    Erica.

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  2. E como é difícil deixar o fazer de lado nos dias atuais... O ser é um desafio... e tb uma conquista deliciosa! É uma luta diária mas muito gratificante, não concorda? Beijos e obrigada pelo carinho.

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  3. Tati, é impressionante como vc consegue traduzir e expressar fielmente os meus sentimentos nos seus textos! Concordo em tudo! Bj grande!

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    1. Fico feliz por não estar sozinha nessa jornada de sensações e sentimentos, muitas vezes difíceis de serem aceitos e digeridos. Obrigada pelo apoio, amiga querida. Bjs

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  4. Tati, ótimo texto..., retrata exatamente o que esse dia-a-dia louco e cheio de "responsabilidades" nos obriga a fazer... Temos que estar atentas!!

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  5. A atenção é o sinônimo da consciência nesse caso, Laurinha. Estamos, assim, um passo a frente. A prática leva a perfeição. Vamos trabalhar isso dentro de nós! Bjs

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