Ontem fui ao templo da Boa Vontade, local que me abriga em momentos que preciso me recolher, me enxergar e me entender. Existiam tantas perguntas que vi o quanto era necessário ter um momento a sós para tentar escutar as respostas que tanto ansiava.
Saí do consultório tarde e como ainda tinha uma hora e meia antes da Bia sair da aula de inglês, resolvi estar comigo em um local que respeitasse meu silêncio e minha necessidade de estar só. Depois do meu último aniversário, quando tentei sair para passar algumas horas apenas na minha companhia, só estive lá uma vez, há algumas semanas atrás.
É sempre tão maravilhoso e singular que não entendo porque não sou capaz de fazer isso com a constância que mereço. O pouco tempo que dediquei exclusivamente a mim, aqueceu meu coração e me presenteou com serenidade e paz. Arte, água, luz, natureza e presença divina foram minhas companheiras durante aquela hora tão especial. E eu me senti completa e feliz!
Li um livro esta semana que diz que os neurocientistas descobriram que, ao lado do QI e do QE, existe no cérebro um fenômeno que denominaram QEs (quociente espiritual). Constatou-se que, ao se abordar valores profundos com um envolvimento sincero ou ao se ter uma experiência interior de real encontro pessoal, é desencadeada uma oscilação neural exaltante. “Pela inteligência espiritual percebemos os contextos maiores de nossa vida, totalidades significativas que nos fazem sentir inseridos no Todo. Ela nos torna sensíveis a valores, a questões ligadas à transcendência”, segundo Leonardo Boff.
E as respostas que eu tanto procurava só me levaram até este ponto, que os cientistas denominaram de “ponto de Deus” do cérebro; um mecanismo interno gerado pela vida, através do qual se pode captar a presença de Deus.
Estar comigo verdadeiramente, fez com que as dúvidas não me interessassem mais: eu tinha me encontrado, e isso já bastava. Senti apenas que minha vida estava repleta de propósito! A minha dor estava repleta de propósito! A minha alegria estava repleta de propósito! E, abrir o meu peito e deixar a alma respirar me trouxe de um sentimento de dignidade, de respeito e de reverência.
Ao aceitar o propósito do que ocorre e do que sinto, me liberto. Assim, fico livre para ter todos os tipos de sensações, sentimentos e para passar por todos os tipos de situações. Percebi o que cada fator desses pode trazer a minha vida, o quanto cada um pode contribuir para o meu amadurecimento e o quanto sou agradecida por isso.
Viver é uma dádiva e crescer interiormente é apenas consequência. É só abrir o “ponto de Deus” para as experiências reais de encontro, auto-admiração e despertar que a bem-aventurança e felicidade se tornaram uma constância em seus dias.
E agora? Vou apenas esperar...
...esperar o que a vida tem pra me dar.
Bjs a todos,
Tati

"Eu tenho tanto pra lhe falar..."
ResponderExcluirAprendi com você a valorizar cada minuto comigo mesma!
São momentos preciosos que trazem muita sabedoria.
Mesmo que pra isso eu precise dos "banheiros da vida"...
Parabéns por mais um texto edificante.
Ah querida! Seu sonho de outro dia foi inspirador! Viu como a nossa alma se comunica conosco? É só dar espaço! Mesmo que seja no banheiro! Te adoro sempre mais bjs
ExcluirTati,
ResponderExcluirEstou nesse processo e admiro como voce consegue descrever exatamente o "caminho"...
Me identifico demais com seus textos!!
Muito interessante a questaos do QEs!!!
Obrigada por compartilhar.
Bjos
Agradeço a você por compartilhar sua opinião. É muito importante pra mim saber que as pessoas gostam e se identificam com os textos. Isso me mantém interessada em continuar postando no blog. O livro que fala dos QEs é maravilhoso e se lê numa sentada: Meditação da Luz de Leonardo Boff, indico!
ResponderExcluirBom fim de semana e se mantenha firme no caminho!
Bjs