No início, você tenta se controlar e acreditar que estará bem no dia seguinte. Deixa afazeres de lado, prioridades se tornam secundárias e a agenda não é mais importante. Comecei delegando funções que sempre me pertenceram e dividi com os meus, tarefas impossíveis de não serem executadas.
O sono que sempre foi recuperador, tornou-se exaustivo e doloroso. O trabalho que sempre fiz com muito prazer, me deixava esgotada no fim do dia. Aquela certeza de ser capaz de manter tudo sob controle (casa, filhos, marido, vida profissional, etc) deixou de existir depois de algumas semanas, e a fragilidade que provém de uma situação frustrante como essa, tomou conta de mim.
Procurei ajuda e a obtive de amigos: anjos despertos por seu Deus interior, que são capazes de compreender e se sensibilizar com o outro. E, estar próxima a pessoas assim, era a única coisa que eu queria naquele momento.
Entendi, a duras penas, o que sente uma pessoa debilitada por uma doença, por uma deficiência ou, simplesmente, por sentir dor. E, o apoio emocional, é a único meio de ajudar, é a única forma de demonstrar solidariedade.
Devagar me recupero e, agora, menos enfraquecida psicologicamente, pude ver que o sofrimento me trouxe mais ensinamentos do que eu poderia imaginar. Percebi que não sou eterna, nem muito menos insubstituível e que, um dia, vou passar sem hora marcada. Curtir intensamente o presente, valorizar as relações pessoais verdadeiras e priorizar o ato de ALMAR e me reconhecer integralmente, são meus objetivos a partir de agora.
Para aqueles que estiveram comigo, só posso agradecer e desejar retribuir um dia. Percebi que, para estar junto, não é preciso muito: eu adorava cada telefonema que recebia, cada mensagem, cada toque e cada palavra de carinho.
Acredito que muitos que estão lendo esse texto já passaram por uma situação similar. Quis com ele, deixar as minhas impressões para que eu nunca me esqueça de como me senti e de como o outro foi importante na minha recuperação. Quero me lembrar, diariamente, das pessoas que sofrem de alguma forma e sentem algum tipo de dor. Quero ser solícita, quero saber ser atenciosa sem invadir o espaço de cada um e quero saber dar o amor no momento certo.
Afinal, a gente sofre pra crescer e precisa de momentos como esse para aprender a olhar pra dentro e ver que na dor estão as chaves para o auto-conhecimento, para o respeito próprio e para o aumento da auto-estima. Além disso, o sofrimento nos faz perceber que estamos todos interligados e que a luz do próximo serve, principalmente, para nos indicar o caminho, quando acreditamos ter perdido a estrada.
E, a amizade? A amizade é uma espécie de amor que nunca morre (Mário Quintana).
Amo vocês, amigos queridos!
Bjs a todos,
Tati

Apesar das dores da vida, sempre estamos crescendo e aprendendo, Tatiana! Quem já não passou por isso (como você disse) e não passa com frequência.
ResponderExcluirLinda mensagem!
Grande abraço e ainda mais melhoras!
Wagner.
Sempre com lindos comentários, você é um anjo, sabia? Obrigada por estar sempre por perto! Boa semana pra você.
ResponderExcluirRealmente, esses momentos são importantes para repensarmos nossas prioridades. Tenho me questionado quanto a isso todos os dias, cada dia mais... Desejo melhoras, que você se recupere totalmente mas tenho certeza que depois de tudo isso estará mais fortalecida para a vida e para decidir o que realmente é importante para você e sua família!
ResponderExcluirBeijo
Obrigada Bianca! É exatamente isso! E, quando o sofrimento vem, mas ensina, torna-se menos amargo e menos doloroso. Priorizando o AMOR, seremos salvos das armadilhas que vão surgindo pelo caminho. Bom feriado pra você e pra sua família!
ResponderExcluir