Chegamos a este mundo apenas com a bagagem de mão. Nosso único pertence, a alma, preenche nosso ser com uma alegria indescritível, com uma leveza natural e com um ingênuo desconhecimento de tudo que nos aguarda.
Como é linda a criança espiritual! Como independe de fatores externos para sorrir, para brincar e para declarar seu amor apenas com o olhar... E como isso é contagiante!
Com o passar dos anos, porém, a graça se esvai. O crescimento tira as fraldas e presenteia o indivíduo com o EGO, guardião do ser. É ele que nos acompanha e nos guia no mundo objetivo. Com a educação, o aprendizado e o conhecimento, o ego sobressai e a alma é esquecida, ficando em segundo plano. Somos engolidos pelo prazer de compreender o mundo em que vivemos e absorvemos compulsivamente idéias, valores e deveres que nos são apresentados.
A intuição, então, é substituída pelos pensamentos e estes bloqueiam parte da nossa capacidade de sonhar e de criar, verdadeiramente. Por um longo período de nossas vidas, o ego nos domina e nos mantém longe do lar, nos mantém longe de nós mesmos. Vivemos à procura de algo que não sabemos bem o que é. Dinheiro, fama, poder, entre outros objetivos nos tomam anos, até que compreendemos que nunca serão suficientes para preencher o vazio interno.
A auto-imagem que criamos é proporcional aos moldes impostos durante o desenvolvimento da nossa personalidade. Existem culpados? Não, apenas colaboradores. Tudo o que nos aconteceu e todos os que estiveram ao nosso lado ou contra nós só tiveram uma função: criar a NOSSA história. Por uma visão mais positiva podemos dizer que somos o que somos hoje graças ao nosso passado.
Agora, porém, precisamos resgatar a criança que ficou perdida dentro de nós. A alma suporta muito tempo de solidão, mas vai definhando... Voltar para casa é a comunhão entre o ego e a alma. A frustração é certa se o mergulho da renovação não ocorre com a frequência necessária: precisamos encontrar aquela que nos completa, precisamos das respostas que só ela pode nos dar.
Priorizem isso, planejem para que haja espaço para a espiritualização em suas vidas: precisamos de momentos a sós com nossa alma. Quem não se dá esse direito vive insatisfeito. Por mais que faça, caminha descontente grande parte do tempo, adoece frequentemente, fica com os nervos à flor da pele.
Já quem se AMA, se ALMA! Quem percebe que a comunicação profunda é mais que necessária, revitaliza e renova o seu ser sempre que se refugia dentro de si. E, depois, volta cheio de energia e criatividade para a vida e para os afazeres diários.
Para isto, entretanto, precisamos de disposição e força de vontade. Esse novo hábito deve ser inserido em nossa rotina com doçura e paciência. Os frutos virão, pois plantar com alegria e amor é sinal de respeito e valorização de si mesmo.
Bjs a todos,
Tatiana Leão

Perfeito!
ResponderExcluirQuanto mais procuramos saber sobre o mundo externo, mais nos perdemos internamente.
A questão é que, geralmente, só percebemos isso quando já estamos perdidos nos dois mundos...
Paciência e persistência... Siga sua intuição. É como respirar, você encontrará o caminho!
ResponderExcluirTati, este texto esta, como diz a Érica: perfeito. E acrescento mais... de muita inspiração. Sua alma fala pelas suas mãos, aliás, foi sempre assim...eu sei, eu sempre percebi! Beijos, Mamãe.
ResponderExcluirObrigada pela mensagem, Mãe! Espero mesmo é também estar te inspirando a deixar sua alma falar. Este é o intuito do blog: fazer com que as pessoas vejam a necessidade e o prazer que é deixar a alma aflorar. Bjs
ResponderExcluirEste comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirTati... esse afastamento da alma é potencializado cada vez mais, pois estamos vivendo em um tempo do instantâneo, da velocidade, do efêmero, do superficial, da simulação, da aparência e da imagem a qualquer custo. Poucos estão voltados para uma busca mais profunda e menos estetizante... vivemos o grau xérox da reprodução em doses nada homeopáticas. Estamos em meio a uma sociedade doente, encarcerada na emoção, onde o indivíduo está cada vez mais assediado por fatores externos, somos cooptados o tempo todo. Quais as possibilidades de escape? Poucas, mas é preciso resistir... E coexistir com essa realidade abrindo pequenas, mas reluzentes, trincheiras, como guerreiros que somos. É preciso coragem para ser feliz! Dói um pouco, mas é um caminho bravo! Potencializamos ainda mais esses conceitos quando incorporamos na vida e nas ações simples do cotidiano! De alma para alma. :-)
ResponderExcluirPerfeito prima linda! Bjs
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