Novamente o sofrimento alheio me enlouquece, me tira do centro, me torna fraca e vulnerável...
Aquela certeza que me transforma em escrava do meu ego e me diz, de uma maneira sorrateira, que sei o que é melhor para os outros, faz com que eu desacredite e duvide do meu próprio equilíbrio.
Mas como não se envolver? Como fugir da vontade de proteger os oprimidos? Como encarar o sofrimento de inocentes como algo que faz parte da vida, algo necessário ao crescimento?Quando me concentro sobre meus livros, sobre meus papéis e meus pensamentos percebo o quanto essa verdade cruel aos meus olhos é dura ao meu coração, mas real como a minha existência. E sei que é preciso encará-la de frente, é preciso aceitá-la com fervor e fé.
De repente me pego novamente discutindo com minha mente tagarela: onde o AMOR entra nessa história? Como não se revoltar contra a dor provocada, contra a injustiça causada, contra a aflição imposta?
Sinto que me perdi novamente olhando para fora de mim. Mais uma vez se confirmou que, independente do que aconteça externamente, devo manter meu corpo fechado às amarguras do mundo. Cada ser humano tem a sua estrada e tem o direito de usar suas próprias pernas para a sua caminhada.
Jamais serei capaz de amenizar o pesar do próximo e nem deveria querer isso... Só seria uma muleta, só estaria livrando-o de algo que o encontraria novamente mais a frente, mais forte e mais doloroso.
Sentimentos como indignação e ressentimento só me envenenam. Quando sou tomada por emoções incompreendidas frente à dor de meus semelhantes, só me resta a compaixão. É apenas isso que me cabe.
Tenho que aprender a aceitar a vida como ela é. Só serei realmente útil a alguém se for capaz de me manter inteira, íntegra e centrada frente às grandes adversidades. E essas características só serão alcançadas se eu me concentrar em cuidar de mim primeiramente.
Devo ser responsável sim! Pelas minhas escolhas, pela minha condição, pela minha caminhada. Devo me apoiar, me compreender e me amar ao máximo. O meu crescimento pessoal não deve depender de ninguém além de mim.
Há luz e escuridão dentro e fora do ser e ambas são necessárias à conscientização e a condição de liberdade que deve possuir todo indivíduo que chegou ao fundo. E, de lá de baixo, milagrosamente, conseguiu subir e tocar o céu.
A compreensão leva à cura! Espero poder encontrá-la em breve...
Bjs a todos,
Tatiana Leão

Tati,
ResponderExcluirAdorei!!
Mas é muito difícil manter-me imparcial, passiva e sob controle diante da vida real: dura e impiedosa, muitas vezes.
Queria não perder a fase da inocência e continuar acreditando que a vida é linda e que todos podem ser felizes.
Bj, belle
Belle, não é inocência acreditar na felicidade e na beleza da vida. Isso é real e existe pra todos, sem exceção. A diferença é como encaramos a realidade e como absorvemos o que recebemos. Esta tendência que traz com você de ver o bem em tudo te transforma em uma pessoa especial que tem muito a ensinar. Mantenha-se firme! Bjs
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